entre ingênuo e afoito,
arma, de novo, seu vôo
na garganta do futuro
mas o vento estanca
o sonho é mudo
e o palhaço na pose
de aviador intrépido
(é, assim, de braços abertos)
abre os olhos
aos poucos
enquanto os risos cessam
(e o silêncio pesa como uma lua)
com um risinho frouxo
vai encolhendo os braços
e guardando o vôo
nos bolsos
de trás,
(um pouco triste,
é verdade,
mas sem alarde.)
e é justo quando
o vento vem
e lhe bate
lhe bate
bate
(e os risos recomeçam
e o poema recomeça)
domingo, 20 de dezembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)