quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ao que só flora da memória

te ofereço um chumaço
de sóis e lembranças
um emaranhado de nós
um apanhado de grama,
riscos, risos, fogo, lua,
luta, vigília e essa brisa
boa que o tempo joga
na cara da memória.

te ofereço este pequeno
adorno invisível de coisas
ingênuas e intactas
que só o tempo
doira
e pode por laço.

mas só sentes
o que exalam
- este buquê
de minúsculas minúcias sempre-vivas -
se fecha os olhos...