"Parece-nos evidente que, quanto mais mediações descubro no fato (num singular), quanto mais o supero, mais o enriqueço, mais forço as estruturas a se abrirem e se transformarem, e ao mesmo tempo mais determino essas estruturas e mais as aproximo da complexíssima dialética do mundo real. O formalismo e o irracionalismo guardam, em seu seio, o pressuposto de que a arte opta entre dois extremos: ou o esquema ou o acaso, da mesma maneira que o pensamento reacionário vacila entre a ordem injusta e a anarquia. O método dialético nos demonstra que, fora dessas opções, superando-as, existe uma ordem complexa, que não ilude mas compreende as contradições, e essa ordem é a mesma que os grandes artistas, muito antes dos filósofos, já tinham revelado em suas obras.
(...)
Nosso objetivo aqui é demonstrar que armado do método marxista, o artista terá condições de superar a limitação básica de algumas das mais significativas experiências da vanguarda artística, que as conduziu ou ao formalismo ou ao subjetivismo."
(Vanguarda e subdesenvolvimento, 1969)
domingo, 17 de junho de 2007
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