Segue um poema do Jim Dodge. Jim Dodge não é o criador daquele velho carro. Ele escreveu o livrinho chamado "FUP" que faz parte do selo Sabor Literário, destinado a lançar “textos inéditos, esquecidos ou inusitados de grandes escritores de todo o mundo”. Eu comprei, do Sabor Literário, o "Parque Industrial" da Patrícia Galvão (ou mais conhecida por PAGU: militante do partidão e esposa do Oswald). Vão sair por esse selo "Sobre arte Sobre poesia (Uma luz no chão)", que traz ensaios de Ferreira Gullar que estavam fora de catálogo há mais de 20 anos; e "O banqueiro anarquista", conto irreverente de Fernando Pessoa. Eu ouvi muita coisa interessante sobre esse tal de FUP do Jim Dodge... achei essa poesia e gostei. Vou tentar ler o FUP e posto aqui depois.
Preceitos básicos e avisos adicionais a jovens escroques
Não tente roubar uma vaca maior que sua caçamba.
Não mostre seu rabo pra Polícia Rodoviária.
Negociatas longas com grana curta é prejuízo na certa.
Não confunda o Evangelho com a Igreja.
Nunca dedure familiares ou amigos.
Evite morar em qualquer lugar onde não dê pra mijar da porta da frente.
Só porque é simples não significa que é fácil.
Não deixe seu olho grande preencher cheques que sua barriga vazia não possa bancar.
Se você não a quer, não a provoque.
Não estacione entre dois cachorrões jogando sujo.
Qualquer um amassa tomates; o foda é fazer o molho.
Nunca se é pobre demais para deixar de prestar atenção.
Não remoa por aí suas paranóias.
Nunca durma com uma mulher que considere isso um favor.
Se for atingido por um valentão, dê-lhe a outra face. Se rolar de novo, atire no filho da puta.
Manter é sempre duas vezes mais difícil do que conseguir.
Nunca atravesse uma cidade pequena a 120 por hora com a filhota do xerife nua na garupa.
Nunca registre o preto no branco.
Se você não está confuso então não tá entendendo nada.
Amar é sempre mais difícil do que parece.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
!
Sou formado em Letras e, minimamente, feliz por ter parado de estudar gramática (aquela cheia de regrinhas) quando entrei na universidade. Agora, ironia da vida - ou melhor - do capitalismo, tenho que estudar tudinho por causa de um concurso público. Muitas regrinhas e, claro, todas suas exceçãozinhas (ou seria exceçõezinhas? Droga!). Tenho tido muitas idéias de poeminhas brincando com coisas esdrúxulas dessa insólita gramática. Mas, antes que escrevesse um, achei esse versinho na internet:
"Cu não tem acento.
Assento é que tem cu!"
Muito bom pra quem, como eu, quer estudar pra concurso. Mas no fundo, lá no fundinho, eu prefiro o bom e velho: Cú.
"Cu não tem acento.
Assento é que tem cu!"
Muito bom pra quem, como eu, quer estudar pra concurso. Mas no fundo, lá no fundinho, eu prefiro o bom e velho: Cú.
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