quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sozinho com todo mundo

tra(b)dução livre (e rápida) de mais um poema do Buk

a carne cobre o osso
e eles jogam uma mente
ali dentro e
às vezes até alma,
e as mulheres quebram
vasos contra as paredes
e os homens bebem
muito
e ninguém acha
aquele escolhido que procuram
mas continuam
rastejando pra dentro e pra fora
das camas.
o osso e a
carne procurando
mais do que
carne.

não há chance
alguma:
estamos todos presos
por um destino
singular.

ninguém nunca encontra
o outro que procura.

os esgotos enchem
os ferros-velhos enchem
os hospícios enchem
os hospitais enchem
os cemitérios enchem

nada mais
se preenche.