Paixão Inflame
por Renato Negrão
o dilúculo
influi
magenta no pântano
e a última estrela intensa
incensa luz
ao único sapo molhado no olhar
que intenta vê-la
a úmida e fria
atmosfera
solta
a cadente wega
e o sapo
coaxa
que se fora
salta
do brejo para a estrada
atropelado
lusco-fusco
murmura
um koan acende
velado
por vagos lumes