Amar, quase como postar as raízes do peito ao fosforescer negro duma noite negra de mil milhares de luas iridiscentes. Amar, como postar raízes ao fora do peito em meio a um imenso deserto de néons e ventos inexistentes. Amar, na espera - improvável - de que à luz lívida de um sol invertido, rezem as raízes uma flor fina, frágil - imaginada! - que cresce e engasga a garganta rara do eclipse.
Amar como bit - solitário - que larva o escuro-fundo do silêncio acumulado dos séculos para nutrir a noite em sua terrível espessura (de uns ou zeros).
sexta-feira, 20 de março de 2009
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