sexta-feira, 20 de março de 2009

Amar (cibernético)

Amar, quase como postar as raízes do peito ao fosforescer negro duma noite negra de mil milhares de luas iridiscentes. Amar, como postar raízes ao fora do peito em meio a um imenso deserto de néons e ventos inexistentes. Amar, na espera - improvável - de que à luz lívida de um sol invertido, rezem as raízes uma flor fina, frágil - imaginada! - que cresce e engasga a garganta rara do eclipse.

Amar como bit - solitário - que larva o escuro-fundo do silêncio acumulado dos séculos para nutrir a noite em sua terrível espessura (de uns ou zeros).