Esse poeminha, abaixo, já apareceu aqui, antes... mas agora dou-lhe materialidade, mostrando sua fonte (veja a foto)... Reescrevo este poema pra me educar nesta longa noite, ensinar minha respiração afoita que amar é esse vôo (que ainda guardo - dela - em meu peito) e não esta dor aqui, bem aqui (que você leitor só pode imaginar). O amor não pode se resumir a essas mortes ressuscitadas... é por isso que o reescrevo, aqui, bem aqui.
um sol de tigres
salta dos meus
um lago de luas
azula os teus
Ála-me luzes!
Ála-me!

Luz demais pros meus olhos...
que,
fechados por muito tempo,
ainda se acostumam
com essa lua
crescente
aqui dentro...