sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Segundo silêncio

Por que meu verso não se enche de força nova?
Por que não varia, por que se esquiva a mudar?
Por que, passado o tempo, não se renova meu olhar,
com novos métodos e novas alianças?
Por que ainda escrevo aquilo, o mesmo de sempre,
e escondo a invenção no multiforme sempre igual?
De sorte que cada palavra repete o meu nome
e mostra onde nasceu e de onde se origina.

- Shakespeare - ‘Soneto 70’