Aalgumas reminiscências do que li de Hilda hoje...
Hilda:
"me queres / claro / pergunto se me amas, Hillé / perguntas perguntas, como se fosse simples isso de amar, como se o peito soubesse desse adorno, como posso saber se a alma não compreende? / a alma sente / a carne é que sente"
"Há lugar para a carne no teu coração, Senhor? Há uns veios fundos e gemidos com o som do UMM? Ehud, sabes como é a palavra Intelecto em russo? É UMM. O M prolongado UMMMMMMMM. A carne é que deveria ter o som do UMM, é assim no teu peito, Senhor, o sentir da carne? (...) vou te lambendo lassa, aspiro pêlos, cheiros, encontro coxa e sexo, queria te engolir , Ehud, descias em UMM pela minha laringe, UMM pelas minhas tripas, nódulos, lisuras, trituro teus conceitos, teu roxo intelecto, teu olhar para os outros, te engulo Ehud. "
"Ai Senhor, tu tens igual a nós o fétido buraco? Escondido atrás mas quantas vezes pensado, escondido atrás, todo espremido, humilde mas demolidor de vaidades, impossível ao homem se pensar espirro do divino tendo esse luxo atrás, discurseiras, senado, o colete lustroso dos políticos, o cravo na lapela, o cetim nas mulheres, o olhar envesgado, trejeitos, cabeleiras, mas o buraco ali, pensaste nisso? Ó buraco, estás aí também no teu Senhor?"
"se os figos emitissem sons quando os abrimos seria esse o teu som nessa hora quando me tocas"
"triste como uma ponte enterrada"
quinta-feira, 26 de junho de 2008
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